Conheça os cinco problemas que mais atormentam os condôminos


Perturbar a ordem pode custar caro para o condômino. Multas chegam ao preço de dez condomínios
Os condomínios têm uma serie de assuntos que geram conflitos entre seus moradores. Calotes, cães, crianças, carros e canos. Estes 5 C´s representam mais da metade das reclamações diárias de muitos imóveis.

Moradores devem procurar o síndico antes de encaminhar o caso para a justiça (Fotos: Thinkstock)
Segundo o Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) a falta de pagamento do condomínio é um dos pontos que provocam a maior dor de cabeça para os moradores que mantêm as contas em dia. Mas, segundo o levantamento da Lello Condomínios, esse problema está perturbando menos o sono dos condôminos. A lei estadual que permite inscrever os devedores de condomínios em serviços de proteção ao crédito ajudou a elevar o número de quitação de cotas atrasadas na cidade de São Paulo.

Condominos devem dialogar para tentar resolver os problemas
Cão, criança, carro e cano – Outra briga comum entre os moradores é o latido de cachorros. De acordo com a pesquisa da Lello, 30% dos síndicos entrevistados apontam que a presença de cães nos apartamentos é o grande gerador de conflitos.  Em seguida, com 25%, vêm as confusões por conta das vagas na garagem. Já os vazamentos (cano) representam 12% dos conflitos entre vizinhos, enquanto os problemas com crianças e adolescentes respondem por 8% do total. As demais rusgas são oriundas de questões diversas, como excesso de barulho, por exemplo.
Para resolver essas questões do dia-a-dia, a gerente de relacionamento com o cliente da Lello Condomínios, Márcia Romão, recomenda aos moradores que se sentem prejudicados procurar o síndico e expor o problema, evitando que os casos cheguem à justiça.
“Recomendamos que o síndico procure dialogar com os moradores, buscando acordos amigáveis e evitando que os conflitos cheguem à justiça. Mas se o morador for intransigente e descumprir as regras do condomínio de forma sistemática, as sanções previstas devem ser aplicadas”, afirma Márcia.
O custo de cada penalidade depende do que foi aprovado na assembléia geral de cada condomínio. De acordo com a Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo) o condômino que infringir a regra determinada na convenção condominial no primeiro momento leva uma advertência. E se depois disso não andar na linha, corre o risco de receber um multa que pode custar até dez vezes o valor do condomínio.
Já se uma das partes envolvidas quiser levar a briga para a justiça, o advogado Michel Rosenthal Wagner avisa que o caso pode demorar de três a dez anos para ser resolvido. “Por isso, o meu conselho é antes de se importar com as áreas de lazer oferecidas pelo empreendimento e com o preço do apartamento, procure ter acesso ao regulamento interno e conhecer um pouco mais os seus possíveis vizinhos. Pois o condomínio pode ser um paraíso, mas se você não se adaptar ao dia-a-dia dos outros moradores, ele pode se transformar em um inferno”.
Fonte: revisa.zap.com.br
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