Como reformar sua casa sem ficar com o bolso vazio


Limitar o uso de azulejos à parte de baixo da parede é uma das saídas simples para não extrapolar o orçamento.

Conciliar os custos de uma reforma com o orçamento doméstico é um grande dilema. E, quase sempre, o projeto inicial precisa ser revisto. Algumas medidas simples, entretanto, ajudam a tornar a obra mais barata, prevenindo instabilidades financeiras. “Com um projeto bem elaborado é possível descobrir, por exemplo, que, mesmo havendo a necessidade de se rebaixar o forro, os spots ficam mais baratos do que os lustres”, afirma Andréa Parreira, arquiteta. Reduzir as opções de revestimentos e evitar a instalação de peças de cerâmica e porcelanato na diagonal são outras dicas que ajudam a ter menos sobras e, consequentemente, a poupar.
Usar pastilhas somente em áreas molhadas (e pintar o resto do ambiente) diminui os gastos | Foto: Divulgação
Usar pastilhas somente em áreas molhadas (e pintar o resto do ambiente) diminui os gastos
Decidir apostar em revestimentos simples e básicos não significa perder o glamour da mudança. A ideia é investir em modelos diferentes (e mais caros) apenas quando se tratar dos detalhes. Uma alternativa para economizar na cozinha é usar pastilhas somente nas áreas entre armários, e não na parede toda, além de sempre instalar os móveis primeiro. Outra saída na redução de custos é revestir apenas áreas molhadas e que precisem ser limpas com frequência – espaços com chuveiro, fogões, pias etc. O restante dos ambientes pode receber tintas adaptadas à umidade como acabamento final.
“A escolha da pintura é ainda uma alternativa interessante para o caso de mudanças na estética de azulejos. Pintar as peças significa reduzir tempo, material, mão-de-obra e gastos”, afirma Andreza Baroni, arquiteta.
A recuperação de pisos é outro caminho que funciona quando o assunto é economia. Modelos antigos em madeira ficam novos com técnicas de raspagens e, os de linha pronta, ainda têm a vantagem de poderem ser substituídos. Até mesmo o inconveniente das manchas apresenta fácil solução. No geral, a mancha afeta somente a camada de verniz e, por isso, a saída é lixar o local e aplicar uma nova resina (tendo como desvantagem uma possível diferença de cor entre as peças).
Opacidade e marcas de arranhões também conseguem ser remediadas. A restauração do brilho em peças cerâmicas inclui revitalizar a textura por meio de resinas ou ceras, cujos gastos somam R$ 3 por m², ou aplicações de polimentos (algo definitivo que custa R$ 30 o m²). Arranhões em porcelanatos, mármores e granitos são resolvidos com a ajuda de polidores químicos ou procedimentos especializados – quando o risco for sensível ao toque.
Outro aspecto que pode impulsionar a troca do piso é a constatação de que o modelo é muito escorregadio. “Mas a aplicação de determinados produtos líquidos, vendidos a R$ 7 o m², têm a capacidade de tornar os revestimentos antiderrapantes, exceto os sintéticos e em madeira”, diz Rodrigo Barone, diretor da Pisoclean.
O planejamento da obra deve abranger também aspectos hidráulicos e elétricos. É recomendável agrupar ambientes de áreas molhadas (como banheiro e lavanderia) para economizar caminhos de tubulação. Pensar na infraestrutura de equipamentos eletrônicos, antes de fazer o acabamento do ambiente, é outro ponto decisivo. “Pintar a parede e depois ter de ‘rasgá-la’ para incluir conduítes é algo que representará gastos. O mesmo problema acontecerá quando existir a necessidade de instalar tomadas, após o término do projeto”, diz Ana Donadio, arquiteta.
Na decoração, uma ideia na hora de baratear a obra é aproveitar a estética rústica e abusar de tijolos aparentes ou acabamentos em concreto. Além disso, reformas básicas são estratégicas neste momento. Armários podem ser revestidos por fórmica somente no lado externo, móveis reformados, peças de dupla função (pufes que viram mesa de centro) incluídas nos ambientes, assim como adesivos, que irão ressaltar os detalhes decorativos dos ambientes.
Fonte: odia.ig.com.br
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